Israel bane sabores de cigarros eletrônicos

“Um verdadeiro perigo para a saúde pública. Peço ao público que não espere por novas normas e regulamentos e simplesmente pare de usar coisas que prejudicam sua saúde. Infelizmente, estamos testemunhando um perigo real para a saúde pública devido ao crescente uso mundial de produtos desse tipo. A onda de mortes nos EUA deve servir como um alerta a todas as autoridades de saúde do mundo para que tomem medidas com a maior severidade.”

Moshe Bar Siman Tov, ministro da saúde de Israel

Essa foi a declaração do Diretor-Geral do Ministério da Saúde israelense Moshe Bar Siman Tov, que não descarta um banimento geral do vaping no país. No mesmo tom alarmista dos ministros indianos que baniram os Ecigs na Índia na semana passada – medida que prevê multa e até prisão –  o ministério disse que estava impondo uma proibição imediata das vendas de “cartuchos de óleo com sabor usados nos aparelhos para fumar”, além de considerar impor uma “proibição geral de vendas por meio de uma liminar temporária, sem esperar que o Knesset aprovasse novos regulamentos”.

Proibir a preferencial e a mais efetiva ferramenta à cessação do tabagismo, em razão de casos isolados no tempo e no espaço (apenas nos EUA) e que nenhuma relação possuem com o vaping para o consumo de nicotina, é um extremo e inconsequente desserviço à saúde pública e um favor ao comércio dos cigarros e à indústria farmacêutica.

Parece estarmos sob uma onda proibicionista, oportunista, após a divulgação dos casos de doenças pulmonares relacionadas ao consumo em cigarros eletrônicos de produtos ilegais de THC. Segundo o CDC, até a data desta postagem, são 805 casos de lesão pulmonar relatados em 46 estados e 1 território dos EUA e doze mortes foram confirmadas em 10 estados americanos. 


Fonte: Times of Israel
Imagem destacada: Dave herring