Por que os cigarros ainda estão aqui “para ficar” se temos tantas opções?

por Joseph Magero

Graças às advertências paranóicas de governos e à propaganda da mídia, os fumantes que podem fazer a escolha racional de mudar para alternativas mais seguras do que consumir tabaco queimado agora estão mais propensos a serem mortos pelos cigarros convencionais, independente das previsões de declínio da indústria tabagista.

O tabagismo não desaparece e a indústria de cigarros também não está nem perto de estar morrendo – ao contrário, ela busca se adaptar e se inserir no mercado smokeless. Embora o número de cigarros comprados a cada ano esteja diminuindo, as empresas de tabaco estão ganhando mais dinheiro do que nunca. E o preço de um maço de cigarros é um fator importante nos lucros crescentes das empresas de tabaco, mas não o mais importante. Os cigarros são vendidos legalmente em praticamente todos os países do mundo e, após décadas de compreensão dos danos causados ​​pelo fumo, permanecem não apenas legais, mas altamente acessíveis. E indiretamente estimulados.

Evitar o consumo de meios combustíveis de consumir nicotina é a maior medida preventiva de saúde que os seres humanos podem tomar, dadas as doenças que os cigarros convencionais inevitavelmente causam. Os governos sabem disso, mas parecem querer manter o status quo, mantendo os cigarros no mercado – e em evidência.

Se os fumantes os trocassem para Snus ou cigarro eletrônico à tempo, impediriam em grande medida muito do dano causado pelo fumo. Mas a reação das autoridades a essas alternativas normalmente é o silêncio e, às vezes, a supressão total. Ou ainda pior. Mentiras oficializadas acompanham uma campanha bizarra de difamação que se arrasta por uma década. Em vez de fingir que o vaping é quase tão perigoso quanto fumar, os governos deveriam fazer o oposto: simplesmente dizer a verdade e rearranjar políticas e mercados! Se uma regulamentação torna os cigarros eletrônicos menos acessíveis, menos palatáveis ​​ou aceitáveis, mais caros, menos amigáveis ​​ao consumidor ou farmacologicamente menos eficazes, ou ainda inibe a inovação e o desenvolvimento de produtos novos e aprimorados, causa danos irreparáveis e custos gigantescos ao perpetuar o consumo dos cigarros.

Como se pôde perceber, proibir o Snus na Europa foi uma tragédia à saúde pública. A invejada Suécia atualmente tem as menores taxas de tabagismo e câncer de pulmão de qualquer país da UE. Infelizmente, o governo e a mídia agora agem como se o vaping fosse o novo vilão gerador de crise da saúde, esquecendo que o consumo de cigarros é responsável por mais de 7,1 milhões de mortes por ano.

Os governos dos países em desenvolvimento, principalmente, desfrutam da receita proveniente do tabaco e estão dispostos a continuar a permitir doenças e mortes causadas pelo hábito de fumar. Se realmente houvesse em algum momento vontade política para acabar de vez com o uso de cigarros, várias maneiras e modelos de como fazê-lo estão disponíveis. Embora algumas poucas tentativas bem-intencionadas de conter o consumo de cigarros possam parecer ousadas e decisivas, no final são tímidas. O grande e mais eficaz passo a passo para proibir os cigarros, alegando que inegavelmente, a longo prazo, adoecem e matam as pessoas que os fumam, nunca acontecerá. Em economias já instáveis, as repercussões de encerrar a indústria do tabaco seria altamente problemática do ponto de vista político e social, dentro das realidades que aceitamos, mas viável. Sabemos que o significado econômico do tabaco é tão grande que os governos não permitirão alguma legislação que leve ao banimento dos cigarros. Sabemos que qualquer legislação resultará de compromissos entre várias facções poderosas, das quais apenas algumas se importam com a ciência ou a saúde.

Muitos países impõem impostos adicionais aos produtos de tabaco para gerar receita tributária adicional. A proibição de fumar faria com que essa renda desaparecesse, o que exigiria cortes nos gastos do governo ou um déficit maior. Se os governos levassem a sério sua busca pelo fim do tabagismo, estariam promovendo a transição de toda uma cadeia para produtos como cigarros eletrônicos, Snus e tabaco aquecido.

Um governo que se preocupa com a saúde das pessoas, e é sério em sua luta contra o tabagismo, não admitiria ter como alternativa ações que proibissem opções que poderiam substituir ou reduzir o consumo de cigarros. Que mundo louco vivemos!